terça-feira, 3 de março de 2015

Páscoa


Páscoa

Desdobra-se no céu

A rutilante aurora.

Alegre, exulta o mundo;

Gemendo, o inferno chora

 

Pois eis que o Rei, descido

À região da morte,

Àqueles que o esperavam

Conduz à nova sorte.

 

Por sob a pedra posto

Por guardas vigiado

Sepulta a própria morte

Jesus ressuscitado.

 

Da região da morte

Cesse o clamor ingente

“Ressiscitou” exclama

O anjo refulgente.

 

Jesus, penene Páscoa

A todos alegrai-nos.

Nascido para a vida

Da morte libertai-nos.

 

Louvor ao que da morte

Ressuscitado vem,

Ao Pai e ao Paraclito

Eternamente. Amém.

 

Páscoa

A palavra Páscoa vem do hebraico “Pessach” e significa “passagem”. A” Pessach” era vivamente comemorada pelos judeus no AT, e hoje os israelitas a relembram todos os anos. Lembram a passagem do mar Vermelho, onde Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito. Jesus Cristo, que muito respeitava as celebrações judaicas, também festejava a Páscoa. Foi o que ele fez às vésperas de  sua morte, ao cear com seus discípulos.                                    Depois de morto, Jesus ressuscitou num domingo, logo depois da Páscoa Judaica. Os Cristãos, desde então, também passaram a celebrar a Páscoa, a Páscoa da Ressurreição de Jesus, que também era uma passagem;  a passagem da morte de Jesus para a vida nova e plena de Jesus ressuscitado.

Plantas Medicinais


Plantas Medicinais

  1. Abacateiro (vide foto 01): As folhas e as frutas são ricas em proteínas e vitamina. É diurético, estomáquico, anti-sifilítico. Combate  o artritismo e a  gota, calmante de dores, elimina urina, cálculos renais e biliares, melhora os rins e a bexiga. É preferível usar o chá das folhas secas, porque as verdes são estimulantes e aumentam as palpitações cardíacas. O caroço ralado e preparado em álcool serve para fricções contra reumatismo e nevralgias, torrado , o pó (uma colher de chá) combate diarreia, gases intestinais e vermes. A massa do fruto ou o suco do carroço são  o do couro cabeludo, melhoram os e têm cicatrizante notável.
  2. Abacaxi (Vide foto 02): A fruta, a casca e mesmo as folhas são desobstruentes do fígado, favorecem a digestão, são depurativas do sangue e combatem a prisão de ventre. Além de refrigerantes em geral, seus xaropes são benéficos nas doenças respiratórias, nas bronquites e dor de garganta. É desaconselhável durante a gravidez e nas doenças cutâneas.
  3. Abiu (Pouteria caimito (Ruiz &Pav)  Radlk) Sapotaceae: O Abiu combate infecções das vias respiratórias. O fruto é consumido “in natura e usado em sorvete, doces e combate afecções pulmonares. O chá da casca combate a diarréia, disenteria e faz baixar a febre, O azeite das sementes tem ação anti-inflamatória na pele. A planta é emoliente, desinfetante, nutriente, combate a dor de ouvido (otite), sapinho na boca das crianças, e inflamações dos cílios (terçol).
  4. Aboboreira (Vide foto 03): As sementes ajudam a eliminar as lombrigas e a solitária (90g a 100g com açúcar ou leite). Toma-se em Jejum. O suco das folhas e das cascas cura inflamações do ouvido, dos rins, da bexiga, da próstata, do estômago, da erisipela e aplica-se em queimaduras. A abóbora e as flores são alimento, da casca se faz um fortificante especial. Chá do cabinho e das folhas, combate febres e favorece a urina. L
  5. Abricó (Mammea americana L) Gutiferae: Rica em “cumaina” em e “mameína), a árvore toda é altamente inseticida, parasiticida e repelente. O chá da casca e das sementes combate vermes, bicho-de-pé” (Linnaeus 1758), inflamações febre e  favorece a urina.
  6. Abrunheiro (Prunus spinosa L) Rosaceae: Folhas são adocidadas, frutos são ácidos) e amargos. Suas propriedades são Laxantes e adstringente. Com os frutos se fabricam licores. O chá das flores e frutos combate diabetes, obesidade, calores na menopausa e hidropsias. Contém ácido cianídrico que pode intoxicar.
  7. Abutilão (Vide foto 04) bênção-de-deus, lanterninha-chinesa: Esta malvácea tem as mesmas propriedades medicinais que as malvas, antiinflamatorias, febrífugas e cicatrizantes. As flores e os frutos colhidos ainda verde preparados com carne são um ótimo alimento.
  8. Abútua (Vide foto 566) Cipó) diurético, analgésico, antifebril, anti-hemorrágico (em espécie para hemorragias uterinas), inflamações dos testículos, problemas, menstruais, dores do pré e pós-natal. Doses fracas previnem riscos de aborto, doses  altas são abortivas. As abutuas (são várias espécies. Todas parecidas) tem a fama comum de combater asma, respiração difícil (é bronco-dilatadora), e ação comprovada contra dores, inflamações e febres.
  9. Abutua (Vide foto 05), jarrinha pap0-de-peru: Parecido com o cipó-mil-homens. Utilizda como tônica, febrífuga, diurética antiinflamatoria, aperiente na menstruação, contra dores, esclerose, nervosismo. Usa-se a raiz ou o cipó (20g para um litro  de água) em decocção.
     
    Bibliografia. PLANTAS MEDICINAIS. kÖRBES, Vanildo Cirilo, Irmão, Francisco Beltrão. Estudos, Orientação e Assistência Rural, 2002. 202p.
    Assesoar- Associação de Estudos. Orientação e Assistência Rural. Av. General-Osório 500- Telex (46) 3524-2488.  85604.240 Francisco Beltrão –PR.

Filó uma experiência de Paraíso

Filó uma experiência de Paraíso
Filó uma experiência de paraíso

                     Frei Rovílio Costa

 

Nas noite longas de inverno

fiavas vida e sustento:

pungir de um Vêneto eterno

no canto fundo do vento!

(Itálico Marcon, Porto alegre, amanhecer de 26/07/1971)

               O contadino (agricultor), durante os meses de inverno, tinha que permanecer em casa, pois não havia condições de trabalhar na lavoura. Se não  houvesse um trabalho doméstico, a vida se desenrolaria num constante e, por vezes monótono filó. As mulheres tinham o tempo ocupado em preparar refeições, costurar bordar, tricotar, fiar. Os homens também fiavam. A ordenha, para quem tinha vacas leiteiras, o fabrico do queijo, manteiga, requeijão era outra atividade envolvente. Mas a maior pare do tempo era livre. Surgiram, assim, os famosos contadores de histórias, especialmente às crianças para entretê-las. Uma atividade das mães era ensinar os filhos pequenos a decorar o catecismo e muitas orações ensinadas pelos mais velhos e que passaram de geração em geração.

               A palavra filó significa, na Itália, o conjunto de trabalhos manuais que podiam ser executados em casa, no período de inverno. Uma boa atividade era o encontro entre vizinhos. Uma família visitava outra e vice-versa.

               Para quem não tivesse o aconchego dos animais, na estrebaria, anexa à casa, o aquecimento  doméstico tinha que ser feito à base de lenha.

               Impossível seria enfrentar o inverno rigoroso, de muits graus abaixo de zero, sem o aquecimento pelo fogo doméstico.

               Mas escassa era a  lenha e hoje ainda o é nas pequenas borgatas onde ainda não chegou o aquecimento domiciliar. Que fazem, hoje, nessas localidades, as pessoas idosas, os aposentados que ficam em casa  sem o que fazer?  Para economizar lenha, costumavam reunir-se anciões de duas ou três famílias, um dia nesta outro dia naquela casa, até o anoitecer, para assim, queimar lenha numa só casa. À noite, retornando, acendem o fogo para preparar os alimentos e aquecer o ambiente. Em La Valle Agordina “Belluno” em 1984, visitamos um grupo de anciãos de três diferentes famílias, reunidos numa mesma casa, ao redor do fogo, num rigoroso inverno janeiro. As mulheres faziam diferentes costuras e os homens se ocupavam   contando histórias.

               Em nossas colônias não tivemos problemas do frio. Mas o filó passou a ser uma tradição ou uma atividade da noite, ou do anoitecer. Depois de escurecer não dá para trabalhar na lavoura, sentão prepara-se a comida, fica-se conversando, rememora-se o dia passado, os pais aproveitam para uma conversa pedagógica com os filhos e a harmonia se torna completa quando, finda a janta, todos, de joelhos, desfiam as contas do rosário, rezando o terço, agradecendo a Deus pela vida, saúde, colheitas, pedindo a libertação das inteperies e pragas e rezando pelos doentes, pelos falecidos...

               Na colônia, quando se determinava fazer filó em alguma família, juntava-se em casa, procurando chegar umas duas horas antes do horário dessa família ir dormir. Tinha-se o cuidado de chegar na família depois que já tivesse jantado. Aí se ajudava a lavar a louça, se o estivessem fazendo, senão se rezava juntos o terço, se o estiva alguém doente, era costume estivessem rezando. E seguia-se o filó...

               Se houvesse alguém doente, era costume visitar também no horário do filó, mais com visita mais breve e com outro ritual. Chegava-se, visitava-se o doente, ficava-se em filó com os familiares em tempo mais breve. Ao final, se o doente não estivesse dormindo, fazia-se a despedida. O filó era com os familiares, sempre da maneia que não perturbasse o repouso do doente.

               Quando, porém, alguém estava em estado grave de saúde, que demandava a presença de alguém, noite e dia, aí estavam os vizinhos, em rodízio, sobretudo à noite, para auxiliar nesses momentos difíceis.

               O filó era, pois, um momento de harmonia da família com sigo mesma, da família com Deus através da oração, e da família com os vizinhos através de encontros periódicos, ditados pelo bom-senso e pelo nível de amizade entre famílias de costume e tradições próprias. Hoje ainda, festeiros de capelas, presidentes ou distribuir encargos entre associações, quando precisam combinar atividades ou distribuir encargos entre associados, vão fazer filó à noite, e passam a limpo a situação da entidade ou instituição que dirigem.

               Os filós eram momentos privilegiados para a crianças que podiam encontrar-se e brincar  juntas; para os jovens que se instruíam pela conversa dos adultos e também tinham oportunidade de encontro com o bem-amado ou bem-amada; e com os adultos que descorriam sobre as culturas, preços, negócios, a troca de sementes o empréstimo de animais reprodutores, troca de jornadas em tarefas especiais, a necessidade de auxiliar alguma família que necessitava de mão-de-obra, por ter alguém doente. Enfim, o filó era, acima de tudo, uma grande escola de valores humanos e cristãos, de educação para sociabilidade e cidadania.

               A dureza de um dia de trabalho não terminava na subjugação pelo cansaço, mas na harmonia do encontro. Famílias que não se visitassem em filós, eram famílias mal relacionadas.

               O filó era também oportunidade de convidar os vizinhos, por ocasião da safra de pinhão, batata, amendoim, laranjas, nêsperas, pêras... Oportunidade em que se aproveitava o bom vinho caseiro. A sensibilidade sugeria que se convidadesse os vizinhos que não haviam produzido tal e qual produto para compartilhar com eles.

               As épocas de safras, eram oportunidades para convidar os amigos ao filó. Ao tempo da uva, convidava-se alguém que ainda não tinha parreiral, para comer uva e beber o vinho doce. O amendoim, o pinhão, a batata, os crostóli, o vinho, a graspa, o café, as bolachas caseiras, eram comes e bebes corriqueiros nos filós.

               Poder-se-ia citar muitos elementos do filó. Mas, o mais importante é aquele filó não esporádico, mas que acontecia todas as noites na casa de cada colono. O encontro da família, preparando-se para a janta, jantando, lavando a louça, fazendo trança, dobrando palha de milho para cigarros, limpando a casa... em meio a uma conversa panorâmica do dia vivido. A família transformava-se em antecâmara do paraíso quando, no final de tudo, jovens, velhos e crianças se ajoelhavam e rezavam conforme o costume de cada família. Crianças adormeciam sobre os bancos e tinham que ser levados à cama no colo, jovens também pegavam no sono e vinha um sacudão dos pais para acordá-los e reagir ao sono porque precisavam rezar. Ia-se à cama abençoado por Deus, com a esperança de levantar disposto e feliz para um novo dia de trabalho que terminaria com um novo dia de paraíso, com a mesma oração noturna, mas cada dia com motivações e intenções diferentes.

               O trabalho era o sinal do progresso, os frutos do trabalho eram sinal da bênção de Deus. Mas a refeição com todos juntos, com alegria e saúde era sinal da vida, da saúde e do amor entre pais e filhos, e a oração era o grande sinal do paraíso. O filó era, pois, a grande síntese da vida do homem em família, em vizinhança e em relação com Deus.

Bibliografia:

 Nós os Itálicos Gaúchos: Mário Maestri..,{et al.} . – Porto Alegre, Ed Universidade /UFRGS. 1996.

Chico Vababundo


Chico Vagabundo

Caderno de poesia de Norma C.C.C. Zanatta

Nunca existiu criatura

Mais preguiçosa no mundo

Toda a gente o conhecia

Como chico vagabundo

 

Cansados de sustentá-lo

E lhe dar conselhos em vão

Seus amigos decidiram

Aplicar-lhes uma lição

 

Agarraram o indolente

E o puseram num caixão

Tendo o féretro seguido

Uma longa procissão

 

Ao passar por um estranho

Este muito comovido

Quis saber por toda a força

Quem e que tinha morrido

 

Não morreu disseram eles

Vai vivi pró cemitério

Merece bem essa sorte

Quem não leva a vida a sério

 

É um vádio um pobrezinho

Sem coragem pra viver

De que lhe serve essa vida

Se nem tem o que comer

 

Mas para resolver o assunto

O estranho se interpôs

Se é por falta de comida

Darei um saco de arroz

 

O chico que tudo ouvira

Ergue tampa do caixão

E voltando ao doador

Exige uma condição

 

Se o arroz estiver bem limpo

Aceito e fico contente

Mas se for arroz com casca

Toque o enterro prá frente

 

 

 

 

 

 

 

 

Outono

Olhando a natureza outonal

Percebe-se o ciclo da vida

Vai forrando o chão das praças

Mostrando a vida que se vai

 

Nos encanta os lindos tapetes

Algo lindo para vislumbrar

Ver o tapete feio pelo criador

Vale a pena olhar e meditar

 

O outono é a vida meditativa

As folhas começam a cair

E a vida começa a declinar

 

As folhas um dia foram verdes

Agora estão a amarelar

Lembra que a vida vai findar.

 

Frei Paulo Zanatta

São José do Herval Maio de 2014

 

Retiro

Participei do retiro de 2014

Pregado pelo frei Salvador

Insistiu no ponto de partida

Para chegar ao fim com Nosso Senhor

Falou do ponte de partida

Que é o ponto de chegada

Falou das motivações humanas

E das motivações divinizadas

 

O “SER” e as motivações antropológicas

Sem esquecer as explicações teológicas

Chegando as ações sotereologicas

 

Agindo desta forma no cotidiano

Tornado de forma subjetiva

Tudo que forma de forma objetiva

Garibaldi 15-05-2014

 

O Ser

O Fim justifica os meios

Os meios não justificam os fins

O fim último da Existência Humana

E o ponto de é a chegada é o fim

 

Parece contraditório viver

Pensar a existência em função do fim

O que conduz ao fim último

E tudo que é começar pelo fim

 

A natureza dos ser inteligente

Faz pensar que o fim chegará

E dela nenhum ser criado escapará

 

Tudo que começa termina

Pois o criador que assim

Porém Ele não tem comem e nem fim

 

 

Garibaldi 15-05-2014

Frei Paulo F Zanatta

 

Pronominais

Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e do bom branco

Da nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro

Osvald de Andrade.

Literatura Comentada

 

 

 

 

 

Missões

As missões em São José

E motivo de se alegrar

Os missionários  de vacaria

Anunciam Jesus Cristo com Alegria

 

As missões aconteceram

No tempo do Burro morto

Há tanto tempo acontecido

Muitos já estão mortos

 

As missões vieram para semear

A palavra do Evangelho

Aos Hervalenses do lugar

 

Missões tempo de renovar a vida

Tempo de perdoar ao irmão

Missão tempo semear vida nova

Tempo de perdoar, amar e viver

                  São José do Herval 11-12-2014

A parábola das varas


A parábola das varas

                            B. M. Curvo Semedo  (Seleta em prosa e verso)

Um velho sábio e prudente,

Vendo-se vizinho da morte,

Chama três filhos que tem,

E fala-lhes desta sorte:

 

“Eia, vêde, amados filhos

Se quebrais, pois por força ou jeito

Este emblema ;  e tira um molho

De varas de vime feito.

 

Ao filho mais velho o dá,

Que se propões parti-lo

Mas, por força que emprega

Nunca pode consegui-lo

 

Pega-lhe o filho segundo,

Destro e valente rapaz,

Que parti-lo não consegue,

Por mais esforços que faz.

 

Entregam-no ao mais pequeno

Que blasona de mui forte.

Torce-o dobra, cora e sua,

E deixa-o da mesma sorte.

 

Fracos moços!  Diz o pai,

Vossa fraqueza celebro!

Vêde como desta idade

Essas varas todas quebro.

 

Depois desatando o molho,

Pronto as varas dividindo,

Com toda a facilidade

Uma a uma as vai quebrando

 

E diz “Vede neste exemplo,

Filhos de meu coração

Os desastres da discórdia

E as vantagens da união.

 

Partir não podeis, ò moços

As varas estando unidas

Mas, depois de separadas

São fracas mão partidas

 

Se unidas vos conservardes,

Assim, ó filhos sereis

E as baldãos ímpios da sorte

Sem custo resistireis:

 

Mas, se algum dia a desgraça

Vos chegar a desunir,

 

 

 Qualquer de vós aos seus golpes

Não poderá resistir.”

 

Assim o velho proclama

Esta brilhante doutrina,

E no fim de pouco tempo

Sua carreira termina.

 

Os filhos choram-lhe a morte

Com lamentos deploráveis

Porem lembram-se mui pouco

De seus conselhos saudáveis.

 

Porque danoso interesse

Em partilha os envolve,

Um credor, outro credor

Os bens paternos dissolve.

 

Depois, vomitando injúrias,

Uns contra os outros litigam;

E os ministros com prisões

E com multas os castigam

 

Pobres por fim, noite e dias

Com prantos e queixas amaras,

Recordam, mas sem remédios,

O sábio exemplo das varas.

 

A União faz a força

                                      Tradução da seleta prosa e verso Alfredo Clemente Pinto 50 ed

Um velho, achando-se as portas da morte , em torno a si congregou seus três filhos, e, apresentado um feixe de varas, disse-lhes:

“Vede se podeis quebrar estas varas assim unidas como se acham. Depois explicar-vos-ei o que  com isso pretendo ensinar-vos”.

O mais velho dos irmãos tomou o molho de varas, e depois de empregar em vão toda a sua força largou-o, assegurando não haver quem o pudesse quebrar.

A todos resistiu o feixe de varas,  sem que uma só estalasse. “Gente fraca” disse o velho, “a-pesar-da minha velhice e de estar já para morrer, vou mostrar-vos quando mais forte do que vos ainda sou”.

Ouvindo estas palavras, creram os moços que seu pai gracejava e se puseram a rir.

Então desatou o velho aquele feixe de varas e sem custo as foi quebrando uma por um.

Nisto que acabais de ver, considerai, meus filhos, os efeitos da concórdia e da união.

Sede, pois, sempre e muitos unidos, caros filhos, amai-vos estremecidamente uns aos outros, que fortes e felizes havereis de ser.”

E, dequele dia por diante, quase em outra coisa não  falou o velho até morrer. Nos bons resultados da união e do amor iam sempre dar as suas conversas.

E, quando sentiu chegada a sua hora final, chamou d novo seus filhos, e lhes falou deste modo:

Queridos filhos, é tempo de deixa-vos! Eu vou reunir-me aos meus antepassados. Recebei a minha benção. Adeus!

“Mas antes que eu morra, prometeram, senão que juraram cumprir os desejos de seu pai.

Então com o semblante radioso de consolação, aquele sábio velho os abençoou  novamente e expirou.

Herança muito considerável, mas cheia de complicação, coube àqueles irmãos, pelos que tiveram de sustentar várias demandas das quais sempre saíram-se vantajosamente, enquanto amigos e unidos.

Mas quão pouco durou aquela união!

O sangue e os conselhos do velho bom pai os inham unidos:  os interesses e a ambição os desuniram.

Chegada a ocasião da partilha e querendo cada um ser mais bem aquinhoado, desuniram-se, e, mais do que isto, inimizaram-se.

E começaram  eles próprios a demandar um contra os outros.

Também novos credores apareceram, que daquela desunião se aproveitaram.

Grande foi então o desconcerto! Um queria acomodar-se e os outros não; e por fim de contas, em pobreza caíram todos, lembrando-se afinal, porém já tarde da sábia lição que com aquele feixe de varas lhes havia dado seu pai.

 

 

Preghiera de la note (en italiano)


Preghiera de la note

                    Gema Frossa

Vago in leto

Con me angel perfecto

So ndare e no so de levare

Ter gracie li voglio domandare

Confessione, comunnione e olie santi

 

Preghiera de la matina

Madona pecinina

Leva su da matina

Primo far e primo dir

Su la pietra de laqua santa

Banhar-se bem el viso

Para ndar el paradiso

 

Padre Nostro

Padre nostro, che sei nei cieli,sai santificato il tuo nome, venga il tuo regno, sai fatta la tua volontá, come in cielo così in terra. Dacci oggi il nostro pane quatidiano, e rimetti a noi i nostri debiti, come noi li rimettiamo ai nostri debitori, e non ci indurre in tentazione, ma liberaci dal male. Amen.

Ave Maria

Ave, o Maria, piena de grazia, il Signore è con te. Tu sei benedetta fra le donne e benedetto è il frutto del tuo seno, Gesù. Santa Maria, Madre di Dio, prega per noi peccatorri, adesso e nell” ora dela mostra morte. Amen.

Gloria Al Padre

Gloria al Pdre, al Figlio e allo Spirito Santo. Com’ era in principio e ora e sempre nei secoli dei secoli. Amen.

Credo

Io credo in Dio, Padre Onnipontente, Creatore del cielo e dela terra e in Gesù Cristo, suo único Figlio nostro Signore, il quale fu concepito di Spirito Santo, nacque da Maria Vergine Santo, nacque da Maria Vergine, patì sotto Ponzio Pilato, fu crocefisso, morì e fu sepolto e il terzo giorno rissuscitò da morte, salì al cielo, siede ala destra di dio Padre Onnipotente, di la verrà a giudicare i vivi e i morti. Credo nello Spirito Santo, nella santa Chiesa Cattolica, la comunione dei santi, la remissione dei peccati, la risurrezione dela carne, la vita eterna. Amen.

Salve Regina

Salve, o regina, madre di misericórdia; vita, dolcezza e speranza mostra, salve. A te recorriamo, noi esuli figli di Eva: a te sospiriamo gementi e piangenti in questa valle di lacrime. Orsù dunque, avvocata mostra rivolgi a noit quegli occhi tuoi misericordiosi. E mostraci dopo questo esilio Gesú, il fruto benedetto del tuo seno. O clemente, o pia, o dolce Vergine Maria.

Bibliografia

Humilitas. Orações Comunitárias das Irmãs Missionárias de são Carlos Borromeu. Ed Berthier

Orações populares


Orações
Eliane Cestari

São Miguel Arcanjo, defendei-nos  deste combate, sede ao nosso auxilio, contra as maldades e ciladas do demônio, instante humilde vós pedimos, que Deus, sobre cada um de nós, impede a vós príncipe da Melicia Celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno satanás e outros espíritos malignos, que, vagueiam pelo mundo, pela perdição das almas. Amém

 

Ó cruz sagrada seja minha guia, o cruz sagrada seja minha luz neste dia e nesta noite, “Oh coração eucarístico de Jesus livrai-nos cada vez mais das insiras de satanás”. Repetir 3 vezes.

Óh meu Deus eu vós peço e vós rogo visite a nossa casa (igreja sei la o que) neste dia e nesta noite e as casa do mundo inteiro. Amém